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Novidades sobre a Omega e sobre Energia limpa

08/06/2017

Primeira eólica do Maranhão inicia testes

Omega Energia opera primeiro aerogerador do complexo Delta III, de 220 MW.

O primeiro complexo eólico do Maranhão deve ser concluído no terceiro trimestre deste ano, com investimento de R$ 1,5 bilhão. A Omega Energia iniciou nesta segunda-feira (22/5) a operação em teste do primeiro dos 96 aerogeradores que compõem o complexo Delta III, de 220 MW, no município de Paulino Neves. A construção do projeto está 60% concluída.

A nova fronteira para a fonte foi explorada pela companhia por causa da proximidade e similiaridade com os ventos dos complexos Delta I (70 MW) e Delta II (75 MW), que a Omega opera no Piauí. “Houve um aproveitamento da equipe regional” comenta o presidente da companhia, Antonio Bastos.

O executivo conta que a ideia é continuar nesta região entre os estados do Piauí, Ceará e Maranhão, onde a companhia tem um potencial de 4 GW a ser explorado. Não há outros parques contratados atualmente no Maranhão.

Como a energia do complexo foi negociada nos leilões de reserva e A-3 de 2015, a obrigação de entrega seria apenas a partir de 2018. Enquanto isso, o parque vai liquidando a geração a partir do PLD.

Fundada em 2008,  a companhia é controlada pela cofundadora Tarpon Investimentos, gestora de recursos, e também tem como acionista o fundo de investimentos Warburg Pincus. A empresa prepara sua primeira oferta pública inicial de ações na B3 (antiga BM&FBovespa).

Além dos projetos eólicos na região, a companhia também opera o único parque do estado do Rio de Janeiro, Gargaú, de 28 MW e duas PCHs em Minas Gerais e uma no Mato Grosso do Sul, que totalizam mais 82,5 MW.

Mais da metade do complexo Delta III está construída, mas ainda era possível ver, nesta segunda-feira, a movimentação de carretas entregando os últimos kits de pás LM Wind que equiparão as nacelles da GE, em sua maior parte já montadas nas torres.

Os equipamentos chegam pela estrada Barreirinhas – Paulino Neves, que foi restaurada pela Omega. O assentamento da estrada de 300 km era um pleito antigo dos moradores da região e foi realizado pela companhia em parceria com o governo estadual, que agora deverá asfaltá-la.

“Nós tínhamos duas opções: ou trazíamos pelo Piauí, passando pelos nossos parques, ou ligavamos aqui (Paulino Neves) à Barreirinhas. Economicamente falando era até pior fazer o que  a gente fez. Mas havia um clamor muito forte da sociedade local por sanar um problema histórico: ligar duas cidades próximas, que acabavam ficando distantes pelo tempo do trajeto” conta Bastos, sobre a decisão de realizar a melhoria na estrada, um investimento além das obrigações socioambientais da empresa.

A estrada se tornará uma rodovia ecológica, conta Bastos, com velocidade reduzida e instalação de pórticos na entrada e saída, explicando sobre a região e sua preservação, além de mirantes. O trajeto liga duas regiões turísticas: os lençóis maranhenses e a regão litorânea Delta do Parnaíba, além de ser um caminho para a região de Jericoacoara, no Ceará. Mas apenas veículos de tração nas quatro rodas podiam atravessá-lo, o que limitava o fluxo turístico na região, além do acesso da população local a hospitais e serviços próximos.

A repórter viajou a convite da Omega Energia

Fonte: Brasil Energia