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Novidades sobre a Omega e sobre Energia limpa

05/12/2014

Omega inaugura complexo eólico de R$ 300 milhões no Piauí

A Omega Energia inaugura hoje um complexo de três parques eólicos no Piauí, que receberam investimentos de R$ 300 milhões e têm capacidade instalada de 70 MW, o suficiente para atender uma cidade com 200 mil domicílios.

O complexo é o segundo empreendimento eólico da empresa a entrar em operação e praticamente dobra a sua capacidade de geração de energia. Só o complexo do Piauí deve responder por cerca de 40% da geração de caixa (Ebitda) da companhia em 2015.

Localizados nos municípios de Parnaíba e Ilha Grande, os três parques eólicos venderão energia contratada em leilão de 2011. A Omega fez novas vendas de energia no leilão do ano passado e deve ampliar o complexo de parques eólicos nos próximos anos.

A Omega Energia foi um dos grupos privados que entraram no segmento de energia renovável com a possibilidade de viabilidade econômica desse negócio. A companhia foi criada em 2008 pelo fundos Tarpon e Warburg Pincus e deve fechar o ano com receita de R$ 100 milhões. Hoje, a empresa tem no portfólio projetos com mais de 3.000 MW, focados em energia eólica e hidrelétrica, que pretende desenvolver ao longo dos anos.
“Nesse momento em que a tarifa de energia no mercado de curto prazo está alta, poderemos oferecer unidades que geram energia limpa e mais barata. É metade do preço das térmicas”, disse o presidente da Omega, Antonio Bastos.

Aquecimento. Diversos empreendimentos de geração de energia eólica estão saindo do papel nos últimos anos. Só em 2014 foram instaladas 87 usinas eólicas, que somam capacidade de geração de 2.268,8 MW, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). O primeiro leilão considerado competitivo foi feito em 2009 e os projetos vendidos na época começaram a ser inaugurados em 2012 – eles levam em média três a cinco anos para serem construídos.

“O preço da energia eólica antes era de R$ 320/mwh e agora é viável por R$ 140. O setor ganhou eficiência”, explica a presidente executiva da Abeeólica, Elbia Melo. O motivo é que o custo do aerogerador caiu cerca de 50% nos últimos cinco anos e as unidades se tornaram mais eficientes. Em 2004, elas tinham 50 metros de altura, em média, e geravam 1 MW. Hoje, têm entre 100 e 120 metros e geram o triplo da energia.