Notícias

Novidades sobre a Omega e sobre Energia limpa

08/06/2017

Maranhão na rota global da sustentabilidade

Um dos grandes diferenciais do empreendimento está em aproveitar a riqueza natural dos ventos maranhenses para produzir energia elétrica renovável e limpa.

O aproveitamento da força dos ventos para a geração de energia elétrica limpa (que não causa emissões de gases poluentes na atmosfera) já é uma realidade no Maranhão. Na semana passada, a Omega Energia, empresa responsável pela construção do primeiro Complexo Eólico do estado, entrou na fase final de instalação do projeto, que já tem mais de 60% das obras concluídas e previsão para estar 100% em operação nos próximos três meses. A etapa de conclusão do Complexo Eólico Delta 3 foi marcada pela visita do governador Flávio Dino à área do projeto, onde, ao lado dos executivos da empresa, foi acionado o primeiro dos 96 aerogeradores que integram o empreendimento. A ação foi acompanhada por gestores e técnicos da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Energia (Seinc).

Um dos grandes diferenciais do empreendimento está em aproveitar a riqueza natural dos ventos maranhenses para produzir energia elétrica renovável e limpa. A energia eólica tem se consolidado em todo o mundo como uma sólida alternativa para a produção de energia e tem substituído fontes dependentes de combustíveis fósseis com grande sucesso. A fonte eólica não gera resíduos, tem custo competitivo, baixo impacto ambiental e, portanto, papel fundamental no desenvolvimento e construção de uma sociedade sustentável.

Além do meio ambiente, o conceito de desenvolvimento sustentável também inclui os benefícios para o desenvolvimento social e econômico. Essas outras duas frentes estão também contempladas como benefícios do Complexo Eólico, que contou com investimentos totais da ordem de R$ 1,5 bilhão no estado. “O empreendimento trará benefícios em cadeia à comunidade que habita no entorno. Do fornecimento de energia aos royalties distribuídos aos moradores, a energia dos novos moinhos trará bons ventos a centenas de maranhenses, mudando a realidade da região”, explicou Simplicio Araújo, secretário de Indústria, Comércio e Energia (Seinc).

Energia eólica no mundo

A ONU Meio Ambiente, agência do Sistema das Nações Unidas que é hoje a principal autoridade global na promoção do uso eficiente de recursos naturais, publicou em abril deste ano, em Nova Iorque, um relatório técnico que mostra que as chamadas novas energias renováveis, principalmente as fontes eólicas e solar, tiveram recorde em termos de adição de capacidade de geração de energia em todo o mundo, somando 166 gigawatts de potência instalada no ano.

De acordo com documento, cerca de 20% da eletricidade consumida no mundo já vem das fontes renováveis, como a eólica, o que tem contribuído para a redução dos níveis de emissão dos gases causadores do efeito estufa. A entidade acredita que é possível reverter danos relacionados às mudanças climáticas, advindas do aquecimento global, caso o mundo seja capaz de suprir sua necessidade de consumo de energia apenas com as fontes limpas. De acordo com 70% dos especialistas de todo o mundo, ouvidos pela ONU Meio Ambiente para a produção do relatório, é possível que até 2050 as energias renováveis possam dar conta de 100% da demanda da energia elétrica mundial.

Neste cenário, o Brasil está entre os países de maior geração eólica e com o maior fator de capacidade, especialmente em função do alto potencial eólico de algumas regiões do Nordeste. Neste ano, o Brasil atingiu 11.000MW de capacidade instalada, equivalente a 7% da capacidade do país e com igual potência da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Somente em 2016, a fonte promoveu geração de 30 mil empregos em todo o país e investimentos da ordem de R$ 18,2 bilhões, aplicados principalmente na Região Nordeste. No total, hoje estão em operação 443 parques eólicos, em 11 estados brasileiros, o que colocou o Brasil no 9º lugar do ranking mundial de capacidade instalada da fonte e em 5º lugar entre os países que mais instalaram usinas eólicas, em 2016.

Fonte: O Imparcial