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Novidades sobre a Omega e sobre Energia limpa

01/02/2019

“A energia renovável será protagonista no Brasil”

Não foram poucas as empresas que apostaram alto no mercado de energias renováveis do País em 2018. Uma das que passaram a olhar o segmento com mais atenção foi a mineira Omega Geração, que tem como principal acionista a gestora de recursos Tarpon Investimentos. A Omega adquiriu, em agosto passado, 50% da maior fazenda fotovoltaica do Brasil: o Complexo Pirapora, em Minas Gerais, por R$ 1,1 bilhão. O acordo marcou a estreia da companhia no mercado de energia solar. No fim de dezembro, foi a vez de a mineira pagar R$ 1,9 bilhão pelo Complexo Eólico Assuruá, na Bahia. O CEO da Omega, Antonio Bastos Filho, disse à DINHEIRO que está animado com a crescente oferta e demanda do setor. Ele acredita que as renováveis responderão por mais de 70% da geração de energia do País nos próximos dez anos. Confira:

O mercado de renováveis já é rentável?
Temos convicção de que a energia renovável será protagonista da matriz energética no Brasil. Existe um clamor da sociedade por energia limpa, renovável, com baixo impacto ambiental e que tenha uma criação de valor socioambiental positiva. No Brasil, isso já é muito latente. Quando nós começamos, eu tinha uma série de estimativas sobre quando iria acontecer esse boom em renováveis. Eu tinha a convicção de que as renováveis seriam as principais adicionadoras de capacidade de geração de energia no Brasil. A tecnologia avançou mais rápido do que nós imaginávamos. Isso é uma notícia ótima para o mundo.

Qual é a projeção para o mercado?
Em números, acreditamos que nos próximos 10 anos mais de 70% da capacidade nova de geração de energia do Brasil virá de renováveis, essencialmente eólica e solar. São centenas de milhões de reais de investimentos e muitas empresas participando deste processo todo.

As condições climáticas favorecem?
No Brasil, nós temos recursos naturais muito bons. Tanto o nosso vento no Nordeste quanto o sol de uma forma mais espalhada são muito interessantes. E o Brasil ainda sofre pouco com a intermitência das renováveis. Portanto, pode expandir bastante o volume, sem ter grandes oscilações do lado da oferta. Em linhas gerais, isso tudo nos deixa muito entusiasmado. Como estou há uma década fazendo isso, fico muito mais animado com os próximos dez anos do que com os iniciais.

(Nota publicada na Edição 1106 da Revista Dinheiro, com colaboração de: Felipe Mendes)